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História do Rádio Controle

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18/09/2000

 

MODALIDADES E MATERIAIS DISPONÍVEIS PARA NAUTIMODELISMO


O nautimodelismo se divide em duas grandes modalidades a saber:

 

Estáticos e Dinâmicos

 

Os nautimodelos estáticos como o próprio nome diz não navegam. São também conhecidos como modelos decorativos. Pela lógica, os modelos estáticos deveriam ser em escala, mas existem artistas que teimam em inventar modelos que não existem mas que tenham um impacto emocional na sua exibição, para os que gostam de decoração, e não entendem de barcos, até acham bonito mas os que entendem logo vêem que não passa de mera obra de artista plástico, e não de modelista. Estão aí incluídos os modelos em garrafas, os modelos que em geral se exibem em museus, muitos modelos que particulares possuem em suas residências e que são de alto padrão.

 

No meio desses existem os modelos que realmente são os decorativos, os que são feitos por artistas plásticos e que em geral distorcem a realidade e dão asas a imaginação. Nesse tipo de modelismo é que se encontram mais materiais para, e cito aqui alguns famosos como a Amati da Itália, Artesania Latina da Espanha, Billing Boats da Dinamarca, e outros menos conhecidos. Dentre esses fornecedores de materiais uns fornecem kits completos e fittings e outros só kits. Nessa área também estão os melhores desenhos para construção de modelos, entre eles destacamos os desenhos do "Musée de la Marine "de Paris, "Maritime Museum" de Greenwich, Inglaterra.; Societá Navimodellisti Bolognesi, de Bolonha ,Itália.; Museu da Marinha de Lisboa. e outros como Smithsonian Instituition de Washington, Deutsches Museum de Munique, Alemanha. que dentre muitas coisas tem desenhos de navios históricos.

 

No Brasil não tem mais representantes, e algumas lojas possuem alguns materiais da Amati ou Billing Boats ou de outros de origem desconhecida mas em geral de boa qualidade. No Brasil são poucos os modelistas que se dedicam a esta modalidade, sendo que alguns se destacam como o Sr. Paulo Jacques Goldstein em modelos em escala , Sr. Udo Leo Thamm em modelos em garrafas e alguns em escala, e o Sr Guy Collet em decorativos. Quanto ao modelismo dinâmico ou operacional podemos dividi-los de diversas formas, a mais usada é a de dividi-las conforme o tipo de tração, a saber; a vela ,a motor elétrico, motor de combustão interna e motor de combustão externa ou a vapor.

 

Existem controvérsias quanto a isso, eu particularmente não concordo muito com essa divisão, minha proposta e de muitos modelistas é dividir-se o modelismo em escala e os fora de escala independentes do seu tipo de tração. Assim, um modelo em escala só concorre com outro modelo em escala ,e nunca um escala com um modelo de livre criação. O melhor exemplo para isso são os veleiros em escala que não tem a menor possibilidade de concorrer com modelos especiais para competição e que são totalmente fora de escala. É muito mais fácil de se fazer um modelo sem escala navegar bem do que um que deve obedecer a escala. Os modelos a motor elétrico não se ressentem tanto dessa diferença ,mas os a vapor a coisa muda e muito.

 

Fazer um modelo em escala ou fora de escala elétrico é quase a mesma coisa, as dimensões do motor e baterias são diminutas em relação aos verdadeiros. Nesse caso passa a ser uma escolha do modelista, escala ou não. Um dos problemas que envolvem o modelista dos modelos navegantes, é o calculo do hélice, o eixo e túnel do hélice, e quando isso se resolve vem o problema de vedação do túnel do eixo, aí começam as parafernalias, em geral tudo improvisado ou simplesmente inventado na hora. Existem no mundo poucas opções para compra de eixos prontos no tamanho que se deseja, e quando se encontra deve-se adapta-lo a realidade ,nunca se encontra o que se deseja.

 

O que existe de kits ou modelos prontos para se navegar é mínimo em todo o mundo, de forma que na maioria dos casos o nautimodelista é o construtor do próprio barco. A exceção que existe é uma firma alemã de nome Graupner, esta possui modelos prontos e kits de plástico com um a qualidade de aceitável com escala, embora para os mais fanáticos os seus modelos são grosseiros. (se vistos de perto). Existem outras firmas que fazem kits para barcos navegantes mas são de qualidade sofrível. Quanto aos desenhos ou planos de construção, são poucos os que possuem , e dentre esses poucos podemos citar em 1º lugar a MRB de Paris, em 2º a Chatham de Londres, os demais como Model Boats ou a Model Ship deixam muito a desejar.

 

Quem quiser ter o trabalho de transformar uma planta do real em modelo e daí sim conseguir uma qualidade extra eu recomendo os desenhos italianos da Societá Navimodellisti Bolognesi ou então os do Museu de Lisboa. São os dois melhores do mundo em plantas e desenhos. Para se fazer barquinhos sem escala, pode-se criar a vontade, mas ao se chegar no tanque e ver um em escala o modelista vai ficar meio frustrado de ter trabalhado tanto e ver que o dele não ficou com o charme do modelo do colega, e ele as vezes não sabe o porque. É a escala que dá a beleza no modelo, em geral os modelos de criação própria são desproporcionais se comparados com os em escala.

 

Mais uma vez repito, isso é uma decisão única do modelista, a meu ver um barco em escala necessita muito pouco mais de dedicação do que o modelo sem escala. Quanto a materiais para construção, é uma barra conseguir, o que existe no mercado nem sempre agrada, e se agrada não está em suas mãos, o jeito é fazer tudo, e isso dá um trabalho de doido, e muitos desistem no meio da obra. A escolha do modelo é outro problema e este deve ser o primeiro a ser feito, não se deve fazer modelos que não se consiga carregar sozinho, modelos que não caibam no elevador, e as vezes na própria oficina onde está sendo construído.

 

Nunca se deve fazer dois ou mais modelos ao mesmo tempo, em geral acaba-se não terminando nenhum dos dois.

O maior dos problemas do modelista é conseguir os fittings e partes mecânicas da transmissão, uma das razões é que não se deve ligar o motor elétrico diretamente ao eixo do hélice, mas sim com redutor, que em geral tem uma redução de 1:3 ou 1:2,5. Existem muitos outros itens que se deve considerar entretanto seria impossível aborda-los todos nesse artigo.

 


 

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